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💫 Pontes Imortais ― Capítulo 34
Ponto fraco
Cheguei, cheguei com mais um capítulo de Pontes Imortais!
No último capítulo… A bronca pela desobediência foi mais leve do que tinham pensado, mas tem muito mais coisa rolando: a postura de Ravi, o convite irrecusável de Yan. É chegada a hora de deixar Nivaria para trás?
Música-tema do capítulo: Gasoline, de Key (sigam a playlist oficial Pontes Imortais #2 no Spotify!)

Capítulo 34 — Ponto fraco

Nivaria, dois anos antes da queda da Cidade
Os horários de entrada e saída da Cidadela da Neve Eterna eram bastante rígidos. Tudo era planejado de forma a não atrapalhar a rotina dos monges, tampouco colocar em risco informações privilegiadas, fossem relativas à segurança da Cidade ou aos projetos de tecnologia.
Todo esse planejamento, é claro, deixava as coisas bastante previsíveis. Era sempre possível saber o que os monges estavam fazendo, e quando. Por exemplo, Yan sabia em quais dias o abastecimento de legumes subia Espinha de Cristal, e que a condutora do veículo, uma mocinha de sorriso largo e cachos miudinhos, tinha uma queda por ele. Sempre que ela passava com sua casa-carroça diante da residência de Jiao, fazia uma pausa para deixar ervas frescas como presente para Yan. Assim, quando os ventos carregavam até eles o som de gelo triturado, culpa das parrudas rodas metálicas do veículo, Nyan já sabia que teriam chá morno para acompanhar os biscoitinhos.
Dessa forma, Yan nem precisou usar muito charme para convencê-la a entregar suas mensagens para Maali na Cidadela. Não foram muitas: a primeira delas pouco depois de ele ter partido com Mestre Inua, contando que metade da comitiva farkasiana tinha partido com antecedência de volta à Cidade de origem, elefante e tudo! “Shu ficou muito triste por não ter conseguido andar no elefante uma única vez”, contou.
A segunda mensagem não demorou para chegar e era mais curta: um aviso gentil de que estavam com saudades. Assim, no plural mas sem muitos detalhes. O coração de Maali ficou congelado naquelas palavras por bastante tempo na tentativa de adivinhar o que estava sentindo. Parecia diferente a cada vez, como observar os pequenos movimentos da floresta ao longo das horas, quando a única maneira de contar a passagem do tempo era pela forma como a luz violácea do fundo do vórtex se refletia no céu logo acima e incidia na superfície das folhas.
Lia a terceira mensagem naquele instante, escondido num recanto do jardim do mosteiro. Ao seu redor, as gotas-de-neve não repetiam som algum exceto a própria respiração suave de Maali, e as pétalas das mais próximas roçavam-lhe o rosto, delicadas como uma carícia.
Aquilo sequer era uma mensagem. Na verdade, era uma folha de tiro ao alvo massacrada, tão estropiada que se Maali não a segurasse com jeitinho com as pontas dos dedos acabaria rasgando-a ao meio. Uma seta apontava para o centro, onde havia um buraco imenso. Alguém tinha acertado ali alguma coisa muito pesada — ou arremessado algo com muita raiva. Logo abaixo, escrito em garranchos, a mensagem “sexta tentativa!!!!!” seguida do desenho de uma carinha mostrando a língua.
Foi assim que Maali soube que o recado era de Oz. Que ele ainda estava tentando treinar aquela mira horrorosa. E que provavelmente tinha problemas para contar porque de jeito nenhum só havia seis tiros ali.
Difícil foi dizer qual das três opções arrancou dele um sorriso.
— … farkasianos… podem ser perigosos…
As palavras foram sussurradas pelas gotas-de-neve, carregando pedaços de uma conversa que não estava acontecendo ali perto. Maali apurou os ouvidos, as orelhas eretas, viradas na direção de onde achava que a conversa vinha.
— roubar… disseram que… risco de vazamento…
Eram pelo menos duas vozes. Intrigado, o rapaz se arrastou por trás do canteiro, abaixando-se para não ser percebido enquanto se movia furtivamente. Ouvir a conversa alheia faria Maali ganhar mais um bom tanto de horas meditando. Mestre Inua sugerira, mais de uma vez, que Maali tinha sido picado pelo bichinho da indisciplina e pela primeira vez o rapaz considerou que ele poderia ter um pouco de razão. Isso não o impediu de continuar.
Uma das pontas do jardim conectava-se a uma sólida ponte de pedra que levava até uma plataforma elevada, onde os monges-técnicos faziam testes com os módulos de atração. Quando a escuridão ocupava o céu de Nivaria, as luzes alaranjadas daqueles equipamentos lembraram pequenas fogueiras acesas contra o firmamento. As histórias que tinham herdado de Niva falavam sobre estrelas em outros mundos — imensas bolas de fogo presas ao céu da mesma forma que móbiles ficam presos acima dos berços dos bebês. Quando via os módulos à distância, Maali gostava de imaginar que eram as estrelas de Nivaria.
Dois monges-técnicos estavam parados no começo da ponte e conversavam em voz baixa, talvez iludidos pela ideia de que as gotas-de-neve não capturariam suas palavras daquela distância. Quase ninguém reparava nas florezinhas que ficavam sob a ponte, tão pequenas que poderiam ser tomadas pelo tipo comum que às vezes nasce nas escarpas da montanha. Maali só sabia que elas estavam lá por um desses acasos que te fazem escorregar no piso molhado pela geada noturna justo quando você está com mais pressa.
Não precisou se aproximar demais, portanto. Abaixado, deixava que as gotas-de-neve ao seu redor replicassem o que suas irmãs escondidas conseguiam captar.
— Mestre Inua teme que… — a voz do monge oscilou, baixando mais, e um pedaço do que ele disse se perdeu. — … o projeto de melhoria dos módulos.
— Eles querem usar nosso conhecimento para superar a magia dos deuses, é o que eu acho — o outro monge asseverou. Preocupava-se bem menos com o tom da própria voz, como se o assunto o deixasse particularmente irritado.
Franzindo o cenho, Maali tentou se esgueirar um pouco mais para perto. Denali tinha mesmo falado sobre algum aperfeiçoamento dos módulos de atração. Nas baterias. De que forma isso seria útil para os farkasianos?
A aproximação de um grupo animado de estudantes pôs fim à conversa dos monges. Maali também aproveitou a deixa para se esgueirar de volta até a outra ponta do jardim, ruminando o que acabara de ouvir.
Seus pais preocupavam-se com a postura farkasiana a ponto de empurrá-lo para um casamento arranjado. À voz miúda, os monges discutiam os movimentos e motivações daquela gente. Mesmo Mestre Inua não parecia ter muita paciência para os assuntos de Farkas, embora fosse uma das criaturas mais pacientes que Maali conhecia.
Superar a magia dos deuses era uma escolha de palavras muito forte. Implicava em mudar a ordem natural do mundo, atrair a atenção indesejada dos Imortais. Se tecnologia nivariana fosse usada para algo assim, a fúria dos Imortais desceria sobre Nivaria, antes de qualquer coisa. Maali estava bastante ciente de que a situação em Banjora ainda não se apaziguara, deixando um rastro de caos que só seria resolvido após algum tempo. Não era um risco que poderiam se dar ao luxo de correr.
Se os módulos de atração poderiam mesmo ser do interesse de Farkas, então Denali seria capaz de confirmar aquela teoria. Decidido, Maali tomou a direção da Praça da Ordem.
━━━━━━ • ❆ • ━━━━━━
— Achei que cê não largaria nunca mais o osso daqueles farkasianos!
A mesa de projetos de Denali ocupava um bom pedaço da Praça da Ordem. Cada um dos chefes de projeto tinha uma mesa como aquela, projetada à semelhança da concha de um caracol. Elas rodeavam o espaço, formando uma espiral que desembocava quase na grade ao redor da Célula Matriz. Sobre a mesa de Denali estavam três monitores, um escarcéu de anotações feitas à mão e um punhado de doces de gengibre, daqueles mais picantes, que eram os preferidos de Denali. Pendurada num gancho mais para o canto da mesa, uma chave balançava devagar, como se tivessem acabado de colocá-la ali.
Era bastante elaborada, feita de um material semelhante ao ouro envelhecido. O corpo alongado terminava em pequenas engrenagens dentadas que se comunicavam com outro conjunto delas, localizadas na parte interna da chave. Todos esses detalhes, Maali conhecia por quase sempre trabalhar como assistente de Denali quando era chamado para ajudar na Praça da Ordem.
— Tenho certeza de que você soube se virar bem sem mim — Maali provocou, vendo que Denali pescou seu olhar de julgamento para a bagunça sobre a mesa.
— Posso me virar muito bem sem você, pivete! — Denali retorquiu, a bronca acompanhada de sua risada espalhafatosa, que se propagou pelas paredes da caverna. — Aí na gaveta tem alguns relatórios que preciso entregar pra ontem, mas isso aqui tá ocupando mais do meu tempo. Dá uma mãozinha?
Maali demorou para entender que a última pergunta também era uma piada. Naquele momento, Denali desenhava diferentes versões de próteses para mãos. O rapaz imaginou tratar-se de um pedido dos curandeiros. Yan era especialmente versado em cirurgias para implante de próteses como aquelas.
Puxou da gaveta a pasta com os relatórios que Denali pontuou. Não eram só alguns — havia um sem-fim de relatórios para preencher ou preenchidos pela metade. Se Denali conseguiu tanto tempo para procrastinar a parte burocrática do trabalho, então era sinal de que Mestre Inua esteve mais envolvido com a presença dos farkasianos no Distrito do que Maali supôs.
Os relatórios, depois de preenchidos, deveriam ser levados até a Célula Matriz para que as informações fossem absorvidas, processadas e armazenadas. Se a biblioteca da Academia Nivariana já era grandiosa em volume de conhecimento registrado, a Célula Matriz conseguia superá-la facilmente — embora boa parte de seus arquivos fossem confidenciais.
Maali colocou na conta da sorte o fato de que o primeiro relatório que pegou era sobre os módulos de atração. Espiou as páginas iniciais, que traziam um resumo do projeto. Pela data indicada, os módulos estavam sendo estudados pelo monge Yura há bastante tempo. Usou isso de deixa.
— O projeto dos módulos é complexo assim? — questionou. Denali levou algum tempo até que o foco saísse das próprias tarefas e pousasse sobre a pergunta de Maali.
— Puxar coisas de dentro do vórtex dá um trabalhão, não acha? — disse, sorrindo.
Tinha imaginado que sim. Os módulos nem eram utilizados com muita frequência porque suas baterias consumiam muita eletricidade, deixando Nivaria na iminência de um apagão todas as vezes. Guardavam os módulos para usar durante as nevascas severas e tempestades de gelo, quando caçar os animais da floresta se tornava quase impossível e precisavam recorrer à carne e aos ossos dos Fronteiriços para manter os nivarianos alimentados.
— Deve ser uma tecnologia complexa… — Maali cutucou, tentando encontrar algum ponto macio na usual tagarelice de Denali de que pudesse se aproveitar.
— E é. Nada pro seu bico de monge pivete — Denali devolveu, com um bocado de seriedade.
É claro: Denali era uma pessoa bastante cautelosa com projetos mais avançados como aquele. No dia a dia, os nivarianos tinham acesso a muitas facilidades tecnológicas. A maior parte delas era replicável, e até mesmo atravessava a Ponte como troca ou venda com as outras Cidades. Maali sabia, por exemplo, que o povo do Deserto tinha adaptado um projeto nivariano para criar automóveis apropriados às dunas. Contudo, empreendimentos mais intrincados não poderiam simplesmente cair nas mãos de qualquer um. Se o monge Yura, que criara os módulos de atração, ainda “se explodia” ao lidar com os meandros daquela tecnologia, um nivariano sem muito conhecimento técnico poderia se machucar seriamente.
A questão era que Maali não poderia rodear muito em busca de respostas porque sabia que em breve seria chamado de volta para o Distrito. Se os farkasianos estavam mesmo às vésperas de ir embora, seus pais o chamariam para, no mínimo, se despedir de seu futuro noivo.
A sereia no fundo de sua cabeça se aprumou como um bicho que fareja a oportunidade de uma caçada bem-sucedida. A magia de Maali, que ele escondia tão bem, formigou sob sua pele, dançando em seu sangue, cantando uma canção de abate. Maali se convenceu de que era isso que seu pai esperava dele, afinal de contas: que usasse sua magia em nome de Nivaria.
Quando falou, suas palavras vieram carregadas daquela magia irresistível que sempre forçava as criaturas a falarem e fazerem tudo o que ele pedia.
— Mas você pode me dar detalhes mesmo assim, Denali. Que mal pode haver?
Denali piscou devagar, parecendo ter ficado fora de órbita por um momento. Quando encarou Maali, tinha de volta o seu sorriso de sempre.
— Tem razão…
Maali se debruçou sobre a bancada, ouvindo com atenção enquanto Denali discorria sobre todo o projeto dos módulos de atração, suas vantagens e seus efeitos colaterais. Foi esse último ponto que fez Maali encarar a Célula Matriz longamente. Se sua magia tão pouco treinada, tão instável, era capaz de extrair informações como aquelas, então não deveria ser o único capaz. Magia, no fim das contas, era o ponto fraco de Nivaria.
Precisava encontrar uma forma de proteger aquele projeto.
━━━━━━ • ❆ • ━━━━━━
Dois dias depois, Maali estava partindo da Cidadela. A notícia chocou todos os monges. Mesmo Mestre Inua não estava no melhor dos humores.
— Tem certeza de que é essa a sua decisão? — ele perguntou, não pela primeira vez. Parecia ter a esperança de que se insistisse o bastante, Maali desistiria da ideia. — No momento em que atravessar o portão, você não será mais um monge, Maali. Não vai poder entrar na Cidadela novamente.
E aquele detalhe apertava o coração de Maali. Praticamente crescera ali, cercado pelos picos de Espinho de Cristal, sempre à beira do abismo. A aversão que tinha à altura nunca fez Maali amar menos aquele lugar gelado e tranquilo. Se tinha tanto orgulho de si mesmo era por tudo que havia aprendido com seus seniores.
— Sim — respondeu, e qualquer formalidade entre os dois se dissipou em seguida quando, baixando a voz, Maali continuou: — Tio… Você vai estar por perto, não vai? Quando tudo acontecer.
Há muito tempo Maali não chamava Inua de tio. No instante em que ele havia pisado na Cidadela, tinha deixado de ser o filho de Amka para se tornar um noviço sob sua tutela. Deixava as coisas mais concretas que Maali o chamasse assim. Inua suspirou.
— Estarei. Mesmo que não aprove suas escolhas, vou estar sempre do seu lado, Maali.
O rapaz sorriu, então seu sorriso vacilou, ameaçando se transformar em um choro infantil que Maali conteve no último instante. Inua trouxe o sobrinho para perto, envolvendo-o em um abraço reconfortante, caloroso. No futuro, a lembrança daquele abraço impediria Maali de enlouquecer.
— Que os bons ventos de Niva te levem, criança — Inua sussurrou, sem soltar Maali —, e que você sempre encontre a trilha de volta para casa.
Incapaz de lidar com despedidas, Maali se desvencilhou do abraço. Sua garantia para ele de que tudo ficaria bem, de que nunca seria uma decepção para Nivaria, foi o sorriso selvagem que abriu entre as frestas de saudade que começavam a surgir em seu peito.
O alce esperava por ele, comendo pacificamente um punhado de capim que havia crescido na encosta, estimulado pelo clima mais quente. Maali o conduziu devagar pela trilha, lembrando-se que não muito tempo antes fizera aquele mesmo caminho como um caçador, para recepcionar a mirabolante comitiva de Ravi. Agora, o refazia, mas como futuro genro do líder farkasiano.
Seus pensamentos estavam tão voltados naquela direção que quase não percebeu com que velocidade descia a montanha. Também demorou para se dar conta de que a voz de Oz não vinha apenas de suas lembranças, mas de algum lugar mais adiante, na curva da trilha, quase chegando no Distrito.
A gritaria imoderada de Oz era alta demais para ser só coisa de sua cabeça.
— Barulhento — resmungou, puxando as rédeas do alce antes de entrarem na curva.
Com a sutileza típica das raposas, Maali escorregou pela pequena encosta, caindo sem fazer barulho num canto do bosque. Adiante, Oz se exibia aos berros para Yan enquanto tentava caçar, sem sucesso, um filhotinho de corça. Yan ria das tentativas e Maali percebeu, com algum peso no peito, que o sorriso dele parecia menos vibrante que o habitual.
Teve a impressão de que aquele filhote de lobo exibido estava tentando animá-lo. E bem poderia ajudá-lo na empreitada.
Acompanhou a rota da corça, prevendo por onde passaria para tentar fugir de Oz e escalou uma árvore bem no meio do caminho.
— Yan! Eu vou conseguir dessa vez, vai ver só! — Oz gritou entre risadas.
Aquela corça parecia estar brincando com ele, saltitando de um lado para o outro sem nunca fugir de verdade. Ia pegá-la e trazer para perto de Yan, para que ele a acariciasse.
Percebeu tarde demais a movimentação na copa de uma árvore e antes que pudesse reagir, Maali pulava sobre ele, derrubando-os desastradamente com um estrondo que arrancou de Yan um gritinho.
Oz grunhiu uma vez por culpa do susto, então uma segunda para manifestar seu desgosto com a cara vitoriosa daquela raposa metida.
— De onde caralhos você surgiu?!
— Você saberia se fizesse um pouco mais de silêncio — Maali argumentou.
Alguma coisa quente ocupou o espaço dos olhares que trocaram. Maali percebeu que havia uma chance bem pequena de ter sentido falta daquele farkasiano barulhento enquanto esteve na Cidadela. Os pensamentos de Oz iam numa toada semelhante.
— Outra coisa que cê tá pegando gosto é ficar por cima de mim, raposo — Oz alfinetou na esperança de fazer aquele metido ficar sem graça.
O que recebeu foi um sorriso afiado que lambeu seus braços com arrepios que eram uma novidade.
— Se machucaram?
Yan tinha chegado perto deles tão furtivamente quanto Maali. Escondia o riso contra os dedos de uma mão, a outra pousada sobre a cabeça da corça.
— Cê só caçou essa daí porque eu cansei ela, hein Yan? — Oz jogou Maali para o lado de mal jeito, recebendo como forma de protesto um chutezinho no quadril. — A gente tá bem.
— E você? — Maali o encarou.
Balançando as orelhinhas, Yan ponderou a pergunta. Seu silêncio chamou a atenção de Shu, inclusive. O lagarto escalou o ombro de Yan, como se pudesse prever o impacto do que ele estava planejando.
Yan olhou para cima, para a faixa de céu que podiam ver entre as copas das árvores, então de novo para os dois. Voltou a sorrir.
— Nós deveríamos voltar. Há bastante coisa para arrumar antes da nossa partida para Farkas.
— Nossa? — Maali e Oz perguntaram ao mesmo tempo. O brilho nos olhos dos dois teve mais efeito sobre Yan que qualquer elogio que tivesse recebido até então.
— Claro. Eu não deixaria vocês dois sozinhos por aí, não com essas brincadeiras pesadas por que andam pegando gosto ultimamente.

Continua…
No próximo capítulo… O calor, a mudança e os lobos! É hora dos nivarianos desembarcarem em sua nova casa!
O Capítulo 35 — A Chegada chega em 7 de março de 2025!
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